Você já se perguntou por que todos nós falamos as coisas da mesma forma, bem, não exatamente igual, como na Inglaterra fala-se as coisas de forma diferente dos Estados Unidos - mesmo com o espanhol da Espanha e o espanhol da América do Sul, mas em geral é bastante uniforme.
Além disso, você sabia que a estruturação de frases (por exemplo, algumas pessoas acreditam que uma frase deve ter um sujeito, verbo, e não mais de um adjetivo e ... tudo deve estar no mesmo tempo ... e mesma "pessoa") ... é uma invenção muito recente?
Ela bloqueia o livre fluxo de informação e energia por trás das palavras. Não só pela escrita, mas também no recebimento da informação. Se a escrita tem "enganos" ou "erros", uma pessoa presa na "matrix da gramática" não será capaz de compreendê-la, ou vai ficar terrivelmente distraído por esses "erros de gramática" e perder o ponto, o pensamento, ou energia carregada no que eles estavam lendo. Isto cria mentes que são estéreis (somente na expressão), restritas e em geral na dúvida de como se expressar plenamente, sem erros.
Desescolarização é o termo que tenho usado para expressar o desejo de tirar a escola de dentro de mim, a escolarização, que eu defino como massificação, colonização e que cria desejos artificiais em seus alunos.
Seria mais preciso falar sobre mudança de paradigma de uma cultura e de um sistema.
Hoje, nossa cultura vigente é a patriarcal, e nosso sistema é o capitalista.
Ambos são processos anti-vida, desqualificadoras da potência de vida, pois nos coloca a serviço de um sistema e uma cultura patológica, por isso é anti-vida, pois a vida é biológica.
O processo de 'educação' atual, inunda o lado esquerdo do cérebro, com a versão da realidade do sistema, comunicando informação "lógica" e "racional" com base em "evidências observáveis". Os alunos devem, então, reter esta informação, e revê-la completamente, antes de fazer algo chamado 'exame' em que eles devem repetir para o sistema que o sistema lhes disse para acreditar.
Se eles fazem isso muito bem, eles passam nos exames e "progridem". Muito bem Johnny, que ótimo Jane, boas notas. Se eles vão fazer isso muito bem eles podem até ir para a universidade e conseguir um diploma para marcar o seu grau de programação. Quão programado você é? Eu tenho um diploma de bacharel. Oh, programação de bacharel, parabéns à você.
Nos EUA muitos pais ensinam seus filhos em casa, uma prática até comum. No Brasil isso não seria viável, por várias razões, mas nesse artigo, essa mãe levanta algumas questões muito interessantes sobre o ensino e como devemos começar a pensar para que nossos filhos possam contribuir verdadeiramente com o desenvolvimento do planeta utilizando todo seu potencial. Confira:
Como uma mãe desescolarizada, muitas vezes eu luto com os pensamentos do que acontece com todas as outras crianças que ainda estão no sistema escolar público. Enquanto acreditamos firmemente nos benefícios de ter os nossos filhos em casa e seguindo um estilo de vida desescolarizado, eu sei que isto simplesmente não é possível para todos.
Eu sinto que o sistema público de ensino é um modelo completamente ineficaz para a obtenção de conhecimento. Nossos sistemas de escolas públicas estão profundamente enraizadas em uma mentalidade arcaica que devemos considerar atualizar para acompanhar os atuais avanços tecnológicos e sociais.
O que realmente acabou por lhe permitiu pensar por si mesmo na vida? Acima da paternidade, muitos dizem que tanto a idade quanto a experiência que lhes permitiu evoluir e se mover através do condicionamento clássico restritivo que os sistemas educacionais impõe aos alunos. Isto não apenas desvia as crianças de atingirem seu pleno potencial, mas cicatriza o processo de pensamento crítico ligado à inteligência social e emocional. Somente através da desprogramação das gerações futuras do modelo clássico de ensino, as crianças terão poderes de construir habilidades comportamentais, sociais e emocionais em níveis que possam contribuir para seu sucesso em todas as áreas da vida.
QI é responsável por apenas cerca de 20% do sucesso das pessoas. De longe, a maior parte do sucesso de uma pessoa é atribuível a inteligência social, emocional e a capacidade de fomentar a esperança.
A educação não é apenas um meio de fazer-lhe um colecionador de diplomas, é a porta de entrada para a arte de viver. Educação permite a você pensar, a descobrir os princípios da vida, e a avaliar corretamente as suas experiências. Educação dá-lhe a capacidade de saber a diferença entre o possível e o inatingível. Se você é uma pessoa educada nesse sentido, você certamente vai descobrir o valor do hábito de esquecer e que o passado é irrelevante.
Segue abaixo o vídeo de um jovem compartilhando sua visão sobre o sistema de ensino atual. Durante toda minha vida me senti exatamente como esse jovem. Nunca vi propósito no sistema de ensino, para mim era apenas um lugar onde aprenderia a julgar e ser julgado, onde nunca seria boa o suficiente, onde teria de decorar assuntos inúteis para me encaixar nos padrões sociais.
O maior aprendizado da minha vida veio da atitude de parar de querer me encaixar na sociedade e seguir meu caminho fazendo coisas que eu amo e tenho paixão por fazer. Seja escrevendo nesse blog, fazendo sessões de cura, assistindo documentários, lendo...mas nunca mais me submeter a infelicidade coletiva.
Foi nesse momento que comecei a aprender...em casa, lendo muito sobre todas as coisas das quais gosto. Fazendo cursos e conversando com pessoas despertas, conscientes. Fiz da minha paixão minha própria faculdade. E hoje da escola, só carrego as amargas cargas emocionais negativas de inferioridade, desconexão, das quais me desfaço lentamente.
Sempre dou boas vindas a insatisfação, ela é o marco que norteia o caminho para a mudança. E esse sistema precisa mudar. O mundo precisa de pessoas, não máquinas que decoram...precisa de criatividade, não repetição...precisa de visão, não de conformismo. E chegará um momento onde a insatisfação será desnecessária, pois mudaremos bem antes dela se instaurar em nossas vidas.
Um vídeo muito bom dos TED Talks, onde Salman Khan fala sobre sua Khan Academy e o futuro do ensino.
A palestra de Kahn me deixou encantada com essa possibilidade de mudar algo que a tanto tempo necessita de uma revisão. O ensino, assim como todas as coisas, precisam estar sempre em movimento e a estagnação acaba gerando uma série de problemas, e o maior hoje seria a falta de interesse pela escola. Algo que deveria ser bom, se tornou um castigo para as crianças.
Eu mesma nunca me encaixei nesse sistema de ensino, nunca me sentia entusiasmada em ir para escola, era apenas uma daquelas coisas ruins que você tem que passar pra "ser alguém na vida". A verdade é que ninguém pode se sentir bem em um ambiente que te condena pelas notas baixas, em um sistema que valoriza demais a parte lógica e racional e tem pouco espaço para a parte lúdica e criativa.
Padronizar seres humanos é tão prejudicial quanto soltar
uma bomba atômica e esperar que ela não exploda.
Tudo isso unido a professores com salários baixos, alguns sem nenhum dom para ensinar e a ideia falha de que todos somos iguais e vamos querer aprender as mesmas coisas, muitas das quais até hoje não vi nenhuma utilidade, mas que serviram para atestar minha incapacidade de aprender, tornam a mudança algo tão desejado.
Ao meu ver, o ensino nos primeiros anos, deveria focar no conhecimento básico de todas as matérias essenciais para compreensão da vida e de tudo que a compõe. Porém mais adiante os alunos deveriam poder escolher aquelas matérias nas quais gostariam de se aprofundar e tem afinidade.
Quanto aos professores, vi em uma entrevista da Inelia Benz, a resposta que ela deu quando perguntaram se ela se considerava uma professora: "Quanto aser professor,o papel de umbom professoré o de capacitaro alunoa tornar-semuito maiscapaz eexperiente do que o próprio professor, eo papeldo alunoé tornar-semelhor do queo professor, tomaresses ensinamentose desenvolvê-los além de tudo oque o professorfoicapaz de fazer.E superaro professorem todas as habilidadese conhecimento.Se eu posso conseguir isso,então eu sereicapaz deme chamar deprofessor."
Realmente gostaria de ver ainda nesta vida, pessoas sendo desenvolvidas em todo seu potencial. A começar por reconhecer as diferenças e a individualidade que cada um carrega e que os torna tão especiais. Assim teremos um planeta realmente rico, onde todos serão convidados a expressar seus dons que deverão florescer rapidamente num sistema de ensino adequado.